União Europeia aprova exclusão de mais sete bancos russos da rede financeira Swift

A União Europeia (UE) aprovou nesta terça-feira a exclusão de sete bancos russos do sistema de pagamento internacional Swift, mas poupou o maior banco do país, o Sberbank, e um banco de propriedade parcial da Gazprom, uma empresa estatal de energia russa. O bloco também decidiu proibir a transmissão dos veículos de comunicação estatais russos RT e Sputnik.

Bancos russos vêm sofrendo sanções dos países ocidentais após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em uma tentativa de pressionar o presidente russo Vladimir Putin. Na decisão desta terça, o banco estatal VTB Bank e o Bank Rossiya estão entre os bancos que serão excluídos do sistema de mensagens que permite transações no valor de trilhões de dólares em todo o mundo, segundo autoridades familiarizadas com a decisão.

As outras instituições da lista são Bank Otkritie, Novikombank, Promsvyazbank PJSC, Sovcombank PJSC e VEB.RF. Alguns países, incluindo a Polônia, pressionaram para que mais bancos fossem incluídos na medida, disseram duas das pessoas.

Em relação ao Sberbank, poupado da exclusão, o Banco Central Europeu (BCE) havia alertado que as filiais europeias dele, que é o maior banco da Rússia, estão em estado de “falência ou provável falência” diante da “deterioração da liquidez”.

Segundo o Wall Street Journal, citando diplomatas, algumas nações, principalmente as bálticas, estão pressionando para que o bloco vote nos próximos dias e retire mais instituições. Mas ainda não há acordo sobre isso.

Vários países, incluindo a Alemanha, argumentaram que é importante garantir que alguns bancos permaneçam no Swift para ajudar a Europa a pagar as importações de energia da Rússia e permitir outras transferências importantes.

Reino Unido sanciona Sberbank
Apesar de ter sido poupado pela decisão da UE desta terça, o Sberbank, o maior banco da Rússia, foi adicionado à lista de entidades russas que são alvo de sanções pelo Reino Unido. Além disso, o fundo soberano russo também foi sancionado pelo governo britânico.

O RDIF, o fundo de investimento direto russo que foi criado em 2011 por Moscou para promover o investimento estrangeiro na Rússia, é conhecido, entre outras coisas, por ter financiado o desenvolvimento da vacina russa contra a Covid, a Sputnik V. Ele é dirigido por Kirill Dmitriev, um colaborador próximo do presidente russo que também foi adicionado à lista de pessoas afetadas pelas sanções britânicas.

Os Estados Unidos já haviam anunciado sanções contra o fundo na segunda-feira, descrito como um “símbolo de profunda corrupção na Rússia e seu tráfico de influências”.

O Sberbank, cuja parte do capital está listada em um índice da Bolsa de Londres dedicado a ações estrangeiras em dólares, despencou no mercado britânico nesta terça-feira, perdendo mais de 80% de seu valor após cair 74% no dia anterior.

A decisão do governo do primeiro-ministro Boris Johnson foi anunciada depois que o Executivo declarou na segunda-feira que congelaria os ativos de todos os bancos russos “nos próximos dias” e ter ordenado o fechamento dos portos britânicos aos navios do país.

Na semana passada Londres já havia colocado várias instituições financeiras na lista. Na segunda, foram incluídos o Banco Central russo e o Ministério das Finanças.

O Sberbank “vai estudar as restrições impostas pelo Reino Unido após a publicação dos documentos”, afirmou o gigante público russo em um comunicado divulgado pela agências de notícias russas. “Estas medidas não terão uma influência significativa sobre os clientes russos, privados e corporativos.”

Fonte: O Globo

Foto: DENIS LOVROVIC / AFP

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.