Sem Telegram, TSE assina acordos com 8 plataformas para combater “fake news” nas eleições

Sem o Telegram, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assinou, nesta terça-feira, acordos com oito plataformas digitais para combater a disseminação de “fake news” durante as eleições. As parcerias foram firmadas com Twitter, TikTok, Facebook, WhatsApp, Google, Instagram, YouTube e Kwai. Também há negociações em curso com o LinkedIn.

Desde o ano passado, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, tenta contato com Telegram para firmar um acordo semelhante, sem sucesso. A plataforma não tem um escritório no país e não respondeu aos ofícios enviados pela corte.

Ele tem defendido que, diante desse cenário, o funcionamento do aplicativo russo deve ser suspenso no país, ao menos durante o período eleitoral.

O diagnóstico do TSE é que a plataforma, muito utilizada por grupos ligados ao presidente Jair Bolsonaro, é hoje um dos principais instrumentos utilizados para a disseminação de teorias da conspiração e informações falsas sobre o sistema eleitoral.

Durante a reunião, o representante do WhatsApp, Dario Durigan, defendeu que eles são um dos únicos serviços de troca de mensagens que cumpre a legislação brasileira, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Ele destacou também que hoje, em todo mundo, a empresa exclui 8 milhões de contas todo mês por violações das

Segundo ele, as eleições do Brasil são vistas como as mais importantes do ano de 2022 para a plataforma em todo o mundo. Durigan também garantiu que não haverá mudanças no aplicativo este ano.

A parceria do TSE com as plataformas digitais faz parte do Programa de Enfrentamento à Desinformação, iniciativa instituída em 2019 e que se tornou permanente em agosto 2021. Objetivo é combater produção e a disseminação de conteúdos falsos ou enganosos na internet e nas redes sociais durante o período eleitoral.

Fonte: Valor Econômico

Foto: Pixabay

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