Rússia faz exercícios militares com mísseis; EUA e Reino Unido reforçam promessas de sanções

Militares da Rússia realizaram, neste sábado (19), exercícios com mísseis balísticos e de cruzeiro. O presidente russo Vladimir Putin e o belarusso Alexander Lukashenko acompanharam os atos de dentro de um centro de comando.

Vídeos divulgados pelo governo russo mostraram um caça lançando um míssil de cruzeiro do ar, um veículo de lançamento móvel disparando um míssil balístico intercontinental e um míssil hipersônico lançado pelo mar, segundo o jornal americano “The New York Times”.

As armas já haviam sido mostradas antes, mas duas delas foram projetadas para evitar defesas antimísseis dos Estados Unidos, de acordo com o jornal. O Kremlin disse que o teste foi projetado para mostrar a “tríade” da Rússia – lançamentos do solo, ar e mar, que refletem os tipos de armas do arsenal americano.

Também neste sábado (19), a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, reforçou que, se a Rússia invadir a Ucrânia novamente, os Estados Unidos e os principais países da Otan – a aliança militar do Ocidente – vão impor sanções sem precedentes ao país liderado por Putin.

O premiê britânico, Boris Johnson, fez uma afirmação na mesma linha de Harris.

“Se a Rússia invadir seu vizinho, vamos fazer sanções a empresas importantes de lá. Faremos com que eles não tenham acesso a dinheiro, principalmente por meio do mercado de Londres”, disse o chefe do governo britânico.
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Forças ‘estratégicas’
Moscou também havia anunciado que o treinamento envolveria soldados do distrito militar do sul da Rússia, das Forças Aeroespaciais, das Forças Estratégicas e das frotas do Norte e do Mar Negro.

Segundo o Kremlin, o objetivo das manobras era “testar o nível de preparação” das forças envolvidas e a “confiabilidade das armas estratégicas nucleares e não nucleares”.

Em sua definição mais ampla, as forças “estratégicas” russas servem para responder a ameaças, inclusive em caso de guerra nuclear. Estão equipadas com mísseis de alcance intercontinental, bombardeiros estratégicos de longo alcance, submarinos, navios de superfície e aviação naval com mísseis convencionais de longo alcance.

Fonte: G1

 Foto: Alexey Nikolsky / Sputnik / AFP

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