Rosiane Pinheiro fala de abusos sexuais e passado sofrido: “Traumas”

Rosiane Pinheiro, de 47 anos, abriu seu coração e conversou com Quem sobre a as revelações bombásticas feitas no Twitter nesta semana. A dançarina, que revelou ter sofrido diversos abusos sexuais da infância até a adolescência e sofreu de depressão no auge da fama quando integrava a Gang do Samba, leva uma vida simples atualmente e avalia a possibilidade de abrir uma conta no OnlyFans para comercializar fotos e vídeos sensuais. Ao contrário de outras musas dos anos 90, como Carla Perez e Scheila Carvalho, que fizeram um bom pé de meia, a baiana afirma não ter lucrado muito. “Estou analisando e decidindo se vou abriu ou não o OnlyFans, para melhorar a renda. Nunca tive as mesmas oportunidades que elas, não sei se por ser preta. Me questionava o por que também”, declarou.

Apesar da vida dura, Rosiane diz ter superado o passado. “Não tive muita opção para superar. Sempre foi tudo muito difícil. Não é nada fácil você ser abusada por pessoas que estavam ali dentro de casa comigo quando eu apenas queria brincar, correr e os dois filhos da minha madrasta se aproveitavam de mim, e ela sabia de tudo e dizia que se eu contasse a alguém ela faria algo comigo, além de me obrigar a fazer todas tarefas domésticas e caso eu não fizesse ela esquentava ovo para queimar minha mão e língua, e batia com minha cabeça no chão, parede. Era muito difícil, cresci traumatizada. Apenas a vida e o tempo me obrigaram e foram me ensinando, fui aprendendo a superar os meus traumas com a vida”, acredita.

A artista mora com a mãe e tenta engrenar a carreira como influenciadora digital. Sua renda maior e parcerias são decorrentes da internet. “Não tenho rotina fixa. Mas normalmente acordo, cuido dos meus três cachorros, que são os amores da minha vida, e cuido da minha mãe idosa e da casa também. Tomo café, vou para academia e aí ao decorrer do dia depende muito do que eu tenho para fazer. Vivo das presenças vip e atualmente eu me reinventei e comecei a trabalhar na internet. Com isso, ganho dinheiro com postagens, fazendo divulgação e etc. Minha vida nunca foi fácil. Muito pelo contrário, já tive que lutar muito em toda minha trajetória. Já trabalhei como manicure, vendedora, recepção, vendi revistas, para tentar me manter e ter minha independência”, relata.

Rosiane chocou seus seguidores ao participar do Podzé e dizer que perdeu sua virgindade durante um estupro. “Ao completar 18 anos, novamente, outro abuso onde o homem me deu um ‘boa noite, Cinderela’. Estava desacordada e ele tirou minha virgindade. Fiquei desacordada por mais de um dia, e ainda assim ele saiu falando para todo mundo que tinha tirado a minha virgindade. Porém, não contou a parte que ele tinha me dopado para isso acontecer”, lamentou.

“As pessoas até hoje pensam que minha vida foi e é fácil e que eu sou milionária. Muitas pessoas perguntam: ‘Rosiane como você não é rica se você fez Playboy e ganhou tanto dinheiro?’. Eu respondo: ‘Sim, ganhei dinheiro. Porém, não tanto quanto as pessoas imaginam, pois eu não tinha noção do quanto de dinheiro que entrava, porque quem administrava tudo não era eu. Ou seja, da minha revista, não recebi nem 30% do valor que foi negociado. Achei que tinha sido negociada por um valor e depois vim saber que era outro. Dizem também: ‘Por que você sumiu?”, completou.

A dançarina sofreu de depressão quando estava em evidência na mídia, com o boom de sucesso de bandas de pagode baiano, como Gang do Samba, Companhia do Pagode e É O Tchan.

“Outra coisa que sempre foi muito questionada é a minha depressão. Ela não teve início após eu sair da Gang. Muito pelo contrário, fiquei em depressão no ano que eu estava no auge em todos programas de TV nacionais, desfilando em escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. Porém a banda mudou de empresários e esse novo empresário disse: ‘vocês irão ficar um ano sem fazer show’. Isso no auge. Eu fiquei desesperada pelos meninos da banda, porque eu continuaria ganhando meu dinheiro e fazendo minhas coisas, mas eu comecei pensar, e os meninos? As famílias? Com isso, que eu entrei na depressão. Com o medo de ver os meus amigos, que para mim na época, eram minha segunda família, sem trabalho, sem o ganha pão para a família deles. E não por mim”, concluiu.

Fonte: Revista Quem

Foto: Reprodução

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.