‘O pior ainda está por vir’ na guerra da Ucrânia, conclui Macron após conversa com Putin

Muito ativo na parte diplomática em busca de uma solução negociada entre Rússia e Ucrânia desde antes da guerra eclodir, o presidente da França, Emmanuel Macron, conversou com os presidentes dos dois países nesta quinta-feira.

NEGOCIAÇÕES: Nova rodada reúne ucranianos e russos

Macron chegou a uma conclusão sombria após a conversa com Vladimir Putin, da Rússia: “o pior ainda está por vir” na guerra em curso. Segundo o comunicado do Palácio do Eliseu, em uma conversa que durou uma hora e meia, Putin afirmou que a operação russa está prosseguindo “de acordo com os planos” e pode “se intensificar” se os ucranianos não aceitarem suas condições.

“A previsão do presidente [Macron] é que o pior está por vir, tendo em conta o que lhe disse o presidente Putin”, disse o Eliseu.

RÚSSIA AVANÇA COM ATAQUES A KHARKIV, SEGUNDA MAIOR CIDADE DA UCRÂNIA
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A praça central da segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, foi bombardeada pelo avanço das forças russas, que atingiram o prédio da administração local Foto: SERGEY BOBOK / AFP
A praça central da segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, foi bombardeada pelo avanço das forças russas, que atingiram o prédio da administração local Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Equipe de emergências carregam o corpo para fora da prefeitura de Kharkiv Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Equipe de emergências carregam o corpo para fora da prefeitura de Kharkiv Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Homem armado é visto dentro da prefeitura danificada após ataque russo Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Homem armado é visto dentro da prefeitura danificada após ataque russo Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Sede da administração de Kharkiv atingida por bombardeios russos Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Sede da administração de Kharkiv atingida por bombardeios russos Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Estojo de munição em uma rua em Kharkiv Foto: VYACHESLAV MADIYEVSKYY / REUTERS
Estojo de munição em uma rua em Kharkiv Foto: VYACHESLAV MADIYEVSKYY / REUTERS
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Soldados armados de prontidão do lado de fora da administração regional de Kharkiv Foto: VYACHESLAV MADIYEVSKYY / REUTERS
Soldados armados de prontidão do lado de fora da administração regional de Kharkiv Foto: VYACHESLAV MADIYEVSKYY / REUTERS
Pessoas removem detritos do lado de fora do prédio da administração regional. Cidade, em grande parte de língua russa perto da fronteira, tem uma população de cerca de 1,4 milhão Foto: VYACHESLAV MADIYEVSKYY / REUTERS
Pessoas removem detritos do lado de fora do prédio da administração regional. Cidade, em grande parte de língua russa perto da fronteira, tem uma população de cerca de 1,4 milhão Foto: VYACHESLAV MADIYEVSKYY / REUTERS
Veículo blindado ucraniano destruído é visto em frente a uma escola após bombardeio em Kharkiv Foto: VITALIY GNIDYI / REUTERS
Veículo blindado ucraniano destruído é visto em frente a uma escola após bombardeio em Kharkiv Foto: VITALIY GNIDYI / REUTERS
Equipes de resgate trabalham em um prédio atingido por um míssil, no centro de Kharkiv Foto: STATE EMERGENCY SERVICE / via REUTERS
Equipes de resgate trabalham em um prédio atingido por um míssil, no centro de Kharkiv Foto: STATE EMERGENCY SERVICE / via REUTERS
Veículos de mobilidade de infantaria russa GAZ destruídos após combate em Kharkiv, localizado a cerca de 50 km da fronteira ucraniana-russa Foto: SERGEY BOBOK / AFP
Veículos de mobilidade de infantaria russa GAZ destruídos após combate em Kharkiv, localizado a cerca de 50 km da fronteira ucraniana-russa Foto: SERGEY BOBOK / AFP

Pressão contra russos:

  • EUA impõem novas sanções econômicas à Rússia, com foco no setor de energia
  • Assembleia Geral da ONU condena Rússia por 141 votos e só cinco contra; Brasil apoia condenação

O Kremlin disse que a lista de demandas apresentadas à Ucrânia pode vir a se expandir caso as suas exigências não sejam atendidas.

De acordo com a Presidência russa, Putin afirmou que continuará, “sem concessões”, sua ofensiva contra os “nacionalistas” na Ucrânia, país invadido por Moscou em 24 de fevereiro.

Em uma conversa descrita como “franca” pelo governo de Moscou, Putin expressou seu “desacordo” com o discurso feito no dia anterior por seu homólogo francês sobre o conflito na Ucrânia. Macron alegou ser uma “mentira” que a Rússia estava lutando contra ou nazismo na Ucrânia.

Sobre as conversas entre uma delegação ucraniana e os russos na Bielorrússia nesta quinta-feira, Putin disse a Macron que seu país poderá colocar na mesa uma “desmilitarização e uma posição neutra para a Ucrânia, para que não haja ameaças de qualquer tipo que afetem a Rússia vindas deste território”, segundo o Kremlin.

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Segundo o primeiro-ministro francês, Jean Castex, a conversa ocorreu “a pedido do presidente Putin”.

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Macron oficializou sua candidatura à reeleição nas eleições presidenciais de abril nesta quinta-feira. Embora esteja há meses em campanha, o presidente postergou a oficialização, em parte devido ao conflito, mesmo antes de ele se tornar armado.

Segundo a maioria dos analistas, Macron desejava evitar a guerra também para poder usar isso em sua campanha. A invasão russa há uma semana frustrou seus planos.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, é judeu e esta semana pediu aos membros da comunidade ao redor do mundo que não “ficassem em silêncio” enquanto seu país sofre um grande ataque.

As declarações do Eliseu foram divulgadas pouco antes da segunda rodada de negociações entre delegações da Rússia e da Ucrânia, em que os dois lados concordaram em criar corredores humanitários para passagem de civs.

Fonte: O Globo

Foto: LUDOVIC MARIN / AFP

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