Representantes de embaixadas do G7 dizem esperar que Brasil condene ações da Rússia na ONU

Representantes de embaixadas que compõem o G7 — grupo composto por Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Japão e Estados Unidos — se reuniram nesta sexta-feira (25), em Brasília, e defenderam que o governo brasileiro condene a invasão da Rússia à Ucrânia durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, prevista para esta sexta (25).

A invasão da Ucrânia pela Rússia começou na madrugada desta quinta-feira (24) e já é considerada o maior ataque de um país europeu contra outro do mesmo continente desde a Segunda Guerra. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já afirmou que “quem interferir levará a consequências nunca antes experimentadas na história”.

De acordo com o blog da jornalista Julia Duailibi, os Estados Unidos e a Albânia devem apresentar, durante reunião do conselho, uma resolução condenando a invasão. Ainda, segundo o blog, fontes envolvidas no assunto dizem que a expectativa é que a Rússia fique isolada, com os demais integrantes votando a favor da resolução.

“Hoje é um dia muito importante em Nova York, porque uma resolução muito firme, muito forte vai ser apresentada ao Conselho de Segurança. E esperamos que o Brasil vote a favor dessa resolução e que condene a invasão à Ucrânia”, disse Brigitte Collet, embaixadora da França no Brasil.

O embaixador da União Europeia, Ignacio Ybáñez, disse que ninguém pode considerar que está “fora da mesa”. Segundo ele, a mensagem vale em particular para os países que compõem o conselho da ONU.

“Estamos passando uma mensagem muito clara ao governo brasileiro. Todos somos democracia. Todos temos vontade de contar com o Brasil. Hoje estamos trabalhando nessa questão. Queremos ouvir uma mensagem clara sobre o que aconteceu sobre a invasão. A grande preocupação é convencer de que a Rússia fez uma escolha equivocada. Esperamos do Brasil realmente essas indicações. Estamos otimistas e esperamos que isso vai acontecer”, afirmou Ybáñez.

Na mesma linha, o embaixador do Japão, Teiji Hayashi, pontuou que a questão entre a Rússia e a Ucrânia não é apenas um problema europeu.

“É um problema internacional. Se ignorarmos essa violação de direito internacional, a mesma coisa pode acontecer na Ásia, na América Latina e em outras regiões internacionais. Por isso, estamos falando com os colegas latino-americanos, com o governo brasileiro, para colaborar mais, melhorar a situação e resolver esse problema”, disse Hayashi.

O embaixador da Alemanha, Heiko Thoms, reforçou que o voto e o Brasil são “importantes”.

“Eu só queria lembrar que o Brasil, quando foi eleito para o conselho, mencionou algumas prioridades, e a primeira foi a defesa da carta das Nações Unidas e a defesa dos princípios do direito internacional”, afirmou Thoms.

Manifestações do governo
O presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou sobre a invasão. Na noite desta quinta-feira (24), em uma transmissão ao vivo, ele desautorizou o vice-presidente Hamilton Mourão, que condenou o ataque russo por desrespeitar a soberania da Ucrânia.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou uma nota pedindo a suspensão das “hostilidades” na Ucrânia, mas não condenou a invasão. O Itamaraty disse também que acompanha as operações militares “com grave preocupação”.

Fonte: G1

Foto: Reprodução

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