Entrevista: ‘Se não evitar o populismo, o Brasil está perdido’, diz pré-candidato do Novo à Presidência

Pré-candidato do Novo à Presidência da República, o cientista político Felipe D’Ávila aposta que haverá uma redução no número de candidatos da terceira via até a eleição. Como forma de incentivar a discussão de propostas, o pré-candidato diz querer viabilizar debates de propostas com Sergio Moro (Podemos) e Simonte Tebet (MDB) pelo país.

Com o voto em Lula e Bolsonaro bastante consolidado, por que um novato resolve entrar numa disputa que parece difícil?

Se o Brasil não se livrar do populismo, de direita e de esquerda, estamos perdidos. Vamos continuar com estagnação econômica, recorde de desemprego, baixo investimento. Não dá para ficar assistindo. Precisamos fazer alguma coisa, participar do jogo, expor ideias e ver se quebra a polarização. As pesquisas retratam essa posição meio consolidada de Lula e Bolsonaro, mas acho que quando se pergunta hoje em quem a população votaria, o olho está no retrovisor. É o nome que vem à cabeça. Andando pelo Brasil, conversando com as pessoas, vejo elas cansadas da polarização, querendo alguém com perfil para pacificar o país.

De que forma o senhor tem trabalhado pela união da terceira via?

Tenho conversado com a Simone Tebet e com o Sergio Moro. Sugeri que nós fizéssemos rodas de conversas pelo Brasil sobre temas específicos. Isso mostra que a terceira está conversando, está debatendo e tentando forjar propostas onde há convergência para ver se é possível, mais à frente, fazer uma aliança. O João Doria disse que só quer começar a conversar depois da desincompatibilização.

O pré-candidato do Novo defende a união da terceira via, e comenta as brigas internas do partido e aproximação com Lula do ex-governador Geraldo Alckmin, de quem já foi aliado.

Fonte: O Globo

Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

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