Carlinhos Brown fala de biografia e, aos 59, não descarta ter mais filhos: ‘Amor manda’

Carlinhos Brown está preparando um livro de memórias. O artista conta com um ghost writer para escrever sobre sua trajetória. A obra, no entanto, vai começar com a história de seu tataravô, que escreveu o esboço do Código Civil Brasileiro (“a história do Brasil é recente, mas precisamos contá-la da perspectiva negra”).

Prestes a completar 60 anos (em novembro), Brown conta que o saldo do passar do tempo foi positivo e destaca a aproximação com os oito filhos como um principais dos ganhos do momento.

De um tempo para cá, minha convivência com eles melhorou muito porque ganhei mais qualidade de vida. Passei a trabalhar menos pela sobrevivência. Não preciso ficar três, quatro meses em turnê pelo mundo – conta ele, cuja filha mais velha, Nina, tem 31 anos, e a mais nova, Maria Madah, é uma bebê de um ano. – Eu me afastava demais dos meus filhos e, quando via, estava todo mundo crescido. Mas foi importante porque todos têm veia artística, na pintura, na música… E têm demonstrado personalidade própria. Ninguém parece comigo e isso é sensacional.

O artista não descarta ter mais filhos:

Isso eu não posso afirmar (que encerrou os trabalhos). Deus que manda, e o amor. Estou aqui e que bom que Deus me deu uma condição em que posso criá-los melhor hoje do que antes – analisa o músico creditando sua libido ao toque do tambor. – O sexo é o tambor (risos). Você não tem noção do que é tocar tambor, não sabe o que é sair do palco depois disso. Dá um negócio, um gás.

‘No The Voice, estou sendo visto’
Entrar para júri do “The Voice” marcou uma virada na carreira de Carlinhos Brown. Segundo o multiinstrumentista, o programa ajudou a revelar as suas várias facetas.

O programa me tirou da edição, estou sendo visto. Havia uma confusão enorme. As pessoas não sabiam que o cara que compôs “Água mineral” era o mesmo que fez “Amor, I love you” com Marisa Monte, que é o mesmo que criou a Timbalada, que foi convidado para integrar uma comunidade de sambistas e que escreveu a trilha sonora para um espetáculo de Deborah Colker.

A presença na TV também fez aumentar a curiosidade sobre seus dreads, desde que ele apareceu com um novo visual, que incluiu parte da cabeça raspada. Os cuidados dele com os cabelos são vários.

Dou um banho de sabão de coco e jogo bastante shampoo depois. Gasto muito shampoo! O cabelo rasta não espuma assim, não. Enquanto não estiver limpíssimo, não espuma. Água do mar também é uma delícia para lavar o cabelo.

Brown também conta aqui sobre a trilha sonora que prepara para a versão de ‘Orfeu negro’ em Nova York, naquele que será o primeiro musical brasileiro na Broadway.

Fonte: O Globo

08Foto: Divulgação / Touché

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