Al Rihla: bola da Copa do Mundo no Qatar custa até R$ 1 mil no Brasil

A Adidas lançou nesta quarta-feira a Al Rihla, a bola oficial da Copa do Mundo no Qatar. O preço lá fora foi estimado em US$ 165, mas os fãs brasileiros vão precisar desembolsar R$ 999,99 se quiserem adquirir a versão profissional do objeto. Ainda conforme o site da marca esportiva, a versão mini sai por R$ 99,99; a league custa R$ 249,99 e o modelo training vale R$ 179,99.

Al Rihla significa “A jornada” na tradução para português. A bola tem traços inspirados na cultura, arquitetura e nas cores da bandeira do Qatar. A Adidas informou que 1% do lucro líquido das vendas globais será destinado ao movimento Commom Goal, instituição solidária fundada pelo jogador Juan Mata, do Manchester United.

O preço da versão profissional no Brasil é o mais caro entre países da América Latina classificados para a Copa, considerando a conversão para o dólar americano (US$ 210, 68).

Conforme informa o portal “Infobae”, a loja online da Adidas na Argentina colocou a Al Rihla Pro à venda a 29.999 pesos argentinos, o equivalente a US$ 156,45. Já no México, a bola é oferecida por 4.099 pesos mexicanos, US$ 206. No Peru, o preço é de 599 soles – ou US$ 160,82. Os valores no Uruguai e no Equador ainda não foram divulgados.

Homenagem
Nas últimas duas décadas, a Adidas tem se dedicado a criar bolas exclusivas no quesito desgin, exaltando os países-sedes em seus detalhes. Dos Mundiais da década de 70 até a Copa de 98, na França, a linha Telstar — que foi homenageada com uma releitura na Copa da Rússia — e a família Tango, que deu origem a modelhos semelhantes como a Tricolore e a Azteca, compartilhavam visuais muito próximos.

Em 2002, na Copa do Japão e Coreia do Sul, a empresa inovou na Fevernova, um modelho inspirado na “febre” pelo futebol no oriente, com detalhes em vermelho remetendo aos países. Já a partir da Copa de 2006, com a Teimgeist, uma bola de design elegante, não mais costurada a mão e com menos gomos, um aspecto liso quem vem caracterizando as pelotas desde então.

Em meio à inovação visual, a marca também já sofreu com críticas. Em 2010, a Jabulani foi atacada por vários dos atletas que disputavam a Copa da África do Sul por conta das variações de direção que tomava no ar. O caso levou a Adidas a intensificar ainda mais o trabalho de testagem das pelotas.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução/Adidas

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